twilight-fan @ 10:02

Qui, 24/11/11

Poderia ser possível que “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1″ pode realmente ser… adulto? O quarto filme adaptado de um romance de Stephenie Meyer sobre um triângulo romântico adolescente menina/vampiro/lobisomem vai a lugares onde os três primeiros sucessos na série não se atreveram. Como o quarto. Pois é, os dolorosamente castos Bella e Edward de Kristen Stewart e Robert Pattinson finalmente engatam e tem uma lua de mel neste filme. O novo diretor da franquia, Bill Condon, cuja abordagem franca à sexualidade foi destacada em “Gods and Monsters” e “Kinsey”, não se coíbe de expressões apaixonadas do jovem amor conjugal. E é realmente bonito na sua maneira de quebrar a cama. Mas então, minha nossa. Pattinson, que atingiu a fama interpretando o cortês, apaixonado sanguessuga, ainda está tentando se situar aonde a fantasia carnalmente desdentada e adorada pelos adolescentes foi nesta quarta vez . “Esta série tem uma mentalidade incrivelmente estranha sobre sexualidade”, observou o ator inglês de 25 anos de idade. “Você passa três filmes estabelecendo o absoluto, terrível medo do sexo. Em seguida, neste filme, você tem o sexo, e há consequências devastadoras. Eu realmente não sei o que isso quer dizer”. Qualquer que seja, não é mais amor de criança.

Milhões leram o que acontece, mas se você ainda quer ser surpreendido, melhor ignorar os próximos parágrafos. Bella fica grávida. Rápido. Com algo que ninguém, nem mesmo seus sábios e bons novos sogros vampiros, pode prever. Eles nem sabiam que um morto-vivo e um vivo poderiam conceber. O que quer que Bella esteja carregando, ela quer mantê-lo, mesmo que esteja crescendo tão rápido e vorazmente que claramente está a destruindo por dentro. O filme, que estreou sexta-feira, cresce com talvez a cena de parto mais nojenta já filmada. E basicamente Pattinson e Stewart são deixados para interpretar o cenário medonho (o lincântropo Jacob, de Taylor Lautner, que é a terceira ponta do triângulo, como sempre protetor, espreita nas proximidades). “Foi a primeira vez que fiquei nervoso desde o primeiro filme da série, sério”, disse Pattinson, que ainda não declarou oficialmente namorar Stewart pelos últimos três anos. “Havia nenhuma maneira fácil, que você pudesse se esconder da realidade. Basicamente, era Kristen deitada lá. Era a cabeça dela com o corpo desse boneco; simplesmente parecia tão autêntico deitada, coberta de sangue. Você percebe a fragilidade dos seres humanos e não há nenhuma maneira de não sentir aquilo quando você está olhando para ele. “Houve basicamente duas tomadas, mas filmamos a seqüência inteira de uma só vez. Foi meio que legal, acabamos com ela bem rápido”. Além disso, Pattinson pareceu bastante satisfeito com “Amanhecer 1″ mais maduro emocionalmente, como fisicamente. “O que fez o primeiro filme se conectar com as pessoas de maneiras específicas foi que a história era tão pequena”, ele observou. “Não havia nenhuma aventura ou algo do tipo, apenas um pequeno elenco em uma pequena cidade. E isso meio que voltou nesse. Ele não viaja ao redor do mundo, não havia nenhum exército enorme ou coisa assim. “Foi uma história completamente pessoal. E é sempre mais interessante interpretar isso, especialmente se você está fazendo um filme de fantasia. Há menos e menos para interpretar, sério, se você continua a introduzir personagens e apenas tendo batalhas. E esse foi o maior espectro de emoções que você poderia ter”. Pattinson também ficou impressionado com o novo director, que filmou a parte 2 de “Amanhecer,” que vai chegar nos cinemas daqui a um ano, simultaneamente. “Bill não enlouqueceu!”. Pattinson disse impressionado. “Antes de começarmos a filmar, ele realmente fez um esforço para ficar na mesma sintonia que todo o elenco. Ele veio e visitou cada um de nós individualmente quando o script ainda não estava acabado, e ele só queria nossas anotações para a saga. Isso é legal, especialmente para um grande estúdio. Isso normalmente não acontece. “Quando começamos, estávamos no Rio de Janeiro só por um dia para filmar um pouco das coisas”, acrescentou. “Duas câmeras quebraram, o guindaste quebrou, não havia nenhum controle da multidão, foi completamente louco. Bill não surtou de jeito nenhum e muito suavemente continuou com seu trabalho. Era um filme tão grande com tantos desastres potenciais e uma enorme quantidade de pressão, mas ele ficou muito tranquilo”. Agora a pergunta é, como Pattinson irá lidar com o fim da franquia que o fez um superstar? Antes de ser escalado como Edward Cullen no filme “Crepúsculo”, a principal reivindicação do ator para fama foi ao interpretar Cedrico Diggory em um filme de Harry Potter, “O Cálice de Fogo”. O resto dos seus créditos de tela foram obscuros na melhor das hipóteses. Ele ainda estava seriamente considerando largar a atuação por uma carreira musical pouco antes de desembarcar em Edward. “Há ainda outro saindo”, ele advertiu, bem ciente da insanidade promocional que acompanha o lançamento de cada filme “Crepúsculo”. “Eu ainda sinto que há muito a fazer. Parece que entrei nesse trem descarrilhado no primeiro filme e realmente não tive qualquer momento para reflexão. “Mas foi bom saber, apenas em termos de fazer o trabalho, que eu estive fazendo um filme ‘Crepúsculo’ e, em seguida, fui capaz de encaixar um outro filme sempre nos últimos 3 anos e meio”. Nos outros filmes que ele fez desde 2008, “Lembranças”, “Água de elefantes”, e o ainda por estrear “Bel Ami”, Pattinson demostrou uma sede por drama adulto que tem sido ausente, até agora, na série “Crepúsculo”. E para uma verdadeira mudança de ritmo, há o recém filmado “Cosmópolis”, baseado em um romance do literário gigante Don DeLillo e dirigido por David Cronenberg. Pattinson sente que o novo “Crepúsculo” lida com a transição para uma abordagem mais sincera, com bom gosto e talvez até com elegância, como poderia ser esperado com todos esses monstros por perto. “Mesmo se não quisermos que os fãs saibam que esta série é sobre abstinência, quer dizer, nem mesmo era sobre isso, mas essa foi a coisa que atingiu as pessoas, e então este é onde eles fazem sexo, é complicado”, observou. “Estávamos com um pouco de medo de que fosse meio pueril, voyeurista”. “Mas Bill saiu de seu caminho para compartilhar cada pensamento que ele tinha sobre a direção que ele estava tomando. Foi meio que maravilhoso, apenas pensando em interessantes maneiras de fazê-lo, em vez de apenas fazendo algo como um pornô leve”.