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Seg, 19/09/11

Um novo amanhecer para Taylor Lautner

Abduction é o seu primeiro grande passo para estabelecer a sua carreira depois do Crepúsculo. Ele espera que este filme o marque como uma estrela de acção, enquanto que a Lionsgate está à espera dele para ter um sucesso.Ele está em quase todas as partes do filme, e o papel físico permite-lhe mostrar a capacidade para fazer o trabalho de um duplo. É sem dúvida a oportunidade que ele tem para abandonar o status de galã, um ponto de vista que se tem mostrado complicado para os seus colegas de Crepúsculo.Stewart vai protagonizar uma adaptação da Branca de Neve que sai no próximo ano, mas ela tem mais queda para filmes independentes que não foram muito vistos pelos fãs de Crepúsculo. Pattinson, também, tem seguido um percurso parecido. O seu maior sucesso sem contar com o Crepúsculo foi Água aos Elefantes, um drama romântico no qual tinha Reese Witherspoon como co-protagonista que teve uns decentes 117 milhões de dólares nas bilheteiras em tudo o mundo, neste ano.Mas Singleton acredita que há um investimento nos jovens e no seu sucesso. “A indústria quer sangue novo,” disse. “Eles querem alguém com quem se possa construir filmes. Por isso basicamente, Hollywood está a contar com Taylor.”

A Lionsgate precisa de um sucesso

Abduction não só é importante para o Taylor como para o estúdio que fez o filme, Lionsgate, que tem lutado para produzir um êxito nos últimos meses. Um remake dispendioso do filme com Arnold Schwarzenegger dos anos 80 “Conan the Barbarian” saiu em Agosto, e neste mês saiu “Warrior” um drama misto de artes marciais com uns decepcionantes 5.2 milhões de dólares apesar, das críticas positivas.A Lionsgate gastou forçosamente 35 milhões para produzir Abduction e pagou 5 milhões a Lautner para protagonizar o filme – uma aposta em que ele consegue abrir um filme com uma base de fãs muito menor que a de Crepúsculo. Apesar dos números de espectadores indicarem que existe um interesse sólido no filme, a maior parte dos espectadores são raparigas adolescentes. Depois da presença de Twi-Hards na estreia, continuamos à espera de quem mais – se é que existe alguém – que vá comprar os bilhetes de cinema.“Este filme é muito importante para ele – e para nós, razão pela qual estávamos a ser tão calculistas,” disse Joe Drake, presidente do grupo de estúdios. “Estávamos a ter cuidado com o resultado final. Encontrámos um realizador que já tinha um historial em guiar papéis principais de jovens actores. E depois pusemos o Taylor ao pé de actores veteranos como Sigourney Weaver e Alfred Molina, para não existir muita pressão sobre ele.”Mas durante a produção, a co-estrela Weaver, que é o psiquiatra Nathan no filme, Lautner raramente parecia estar a sofrer toda aquela pressão.“Nós brincávamos no set – a tirar fotografias a nós mesmos que nos faziam parecer Marcianos ou gordos através do programa no computador,” disse a actriz veterana. “Nós não andávamos a falar sobre o Chekhov, nem nada. Não tínhamos conversas sérias sobre o Method. Achei que ele era bastante normal, na verdade. E acho que é difícil para ele com aquelas fãs todas que o andam a perseguir.”A preservar o senso da normalidade, disse Taylor, tem sido um desafio. No ano passado, ele só passou cinco semanas em casa – uma razão para ele pensar em comprar uma casa própria. Ele completou 12 créditos no secundário ao pé da sua casa pela internet mas viu-se impossibilitado de ter as notas necessárias para obter o diploma enquanto apostava na sua carreira enquanto actor.Ele está também a aprender a lidar com a atenção que recebe dos fãs e dos sites cor-de-rosa. A juntar aos seus namoros que vão e vêm – Taylor tem sido ligado a Selena Gomez, Taylor Swift e recentemente à co-estrela de Abduction Lily Collins – a TMZ tornou pública a compra que ele fez no Verão: um SLS AMG Mercedez-Benz, um carro equipado com portas Gull-wing e que valia mais de 200,000 dólares.“Levei algum tempo a decidir se ia comprá-lo, mas é um carro fantástico. Não o conduzo muito. Está arrumado,” disse. “Os meus pais sempre me ensinaram a guardar e ser inteligente com o dinheiro. Espero estar a fazê-lo – e acredito que estou.”Bill Condon, que realizou os dois últimos filmes da Saga Crepúsculo, disse que reparou que Lautner tem uma grande consciência da sua pessoa em público.“Recentemente eu convidei-o para ver uma parte do novo filme no sítio em que o estávamos a editar, e de repente foi do género, ‘Bem, quem é que vai estar aí?’” contou Condon. “Entretanto ele chegou, e … do nada, na parte de trás do estúdio, estavam de repente, mais ou menos seis raparigas. Eu percebi mais ou menos o que é que ele estava a passar. Mas sente-se que ele está muito consciente disso tudo o tempo todo – sempre a pensar como evitar ser perseguido.”Lautner ainda tem de dizer quais são os novos projectos, apesar de ter dito que está disposto a trabalhar com uma mão cheia de realizadores, incluindo o peso-pesado de Hollywood Steven Spielberg e o querido das críticas Nicolas Winding Refn, que realizou o violento, e mal-humorado “Drive”. Lautner está optimista que os que seguem Crepúsculo também o vão seguir no percurso que ele embarcar.“Eu espero que os fãs me apoiem a fazer coisas completamente diferentes fora do Crepúsculo,” disse. “E sim, quero dizer, provavelmente estão muitas coisas em jogo. Passa-me pela cabeça e mentiria se dissesse que não me sinto pressionado. Mas sempre que penso nisso, eu tento esquecer-me disso o mais rápido possível. Eu tento estar concentrado em coisas que consigo controlar.”Momentos depois ele estava pronto para se ir embora, tirar fotografias com os fãs que estavam à espera e depois pediu ao jornalista para ter a certeza que o paparazzi já não andava ali à volta. Mesmo uma estrela de acção amigável, pelo que parece, nunca pode ser demasiado cuidadosa.